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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

ERRAR É HUMANO, MAS DÁ PARA EVITAR.


Faz um certo tempo que não venho aqui escrever sobre aspectos relacionados ao ambiente corporativo, relação entre pessoas, etc. Por isso escolhi esse texto do Prof. Marcos Morita que aborda erros comuns de profissionais mal sucedidos. Algumas dessas dicas são bem comuns e, mesmo sabendo, acabamos cometendo. Vale como lembrete. Aproveitem.

Os 7 erros mais comuns de um profissional mal sucedido

O autor diz que já escreveu diversos artigos sobre liderança, concentrando, em geral, nos escalões mais altos, tais como gerência e diretoria. Nesse texto ele propõe  mudar um pouco o foco, atendendo a hierarquia de maneira mais generalizada, apontando dicas para que um novo funcionário, seja em outra área ou empresa, possa se destacar frente a seus colegas de trabalho.

Essas são sete dicas do que NÃO fazer para se dar bem em qualquer ambiente corporativo.

1.Cuidar somente do próprio quintal:

duvido quem nunca tenha escutado a célebre frase: "isto não é minha responsabilidade". Apesar dos colegas que abusam da boa vontade dos bem intencionados, dispará-la ao primeiro questionamento não é a melhor atitude.

Avalie e veja realmente se o problema não é de sua alçada, assim poderá colaborar.

2.Ter medo de errar:

compartilho a frase que ouvi de diversos gestores: "prefiro os que erram por fazer aos que não fazem por medo de errar".

O erro, dentro de padrões aceitáveis, demonstra a pró-atividade do colaborador.

O gestor competente deve aproveitá-lo para apontar, corrigir a rota e sugerir melhorias. Isto não justifica persistir no erro, lembre-se.

3.Não querer se molhar:

imagine a situação: fechamento mensal de vendas em uma distribuidora numa sexta-feira, quase final do expediente. O frenesi toma conta de todos, cujo objetivo é fechar as metas propostas. Agendar uma sessão de acupuntura ou sair mais cedo para ir à praia, pode demonstrar que prefira ficar alheio.

Imagine quem não será lembrado em uma eventual promoção...

4.Trazer a farinha, não o bolo ou a receita:

conheço colaboradores que adoram trazer problemas para a chefia imediata, apresentando-os e cobrando sua resolução.

Saliento a estes que já tive diversos funcionários, os quais traziam o bolo pronto ou pelo menos algumas receitas para prepará-lo.  Infelizmente já não os tenho em minha equipe, uma vez que invariavelmente progrediram em suas carreiras.

5.Preferir o meio de campo:

apesar da importância em jogar pelo time, trazer resultados individuais certamente fará com que se destaque na equipe.  Engana-se que apenas os que trabalham em áreas de negócio ou em altas funções podem fazer a diferença.

Grandes sacadas surgem na linha de frente, a qual convive e vive os problemas dos clientes no dia a dia. Tenha idéias, sugira, implemente e divulgue-as.

6.Não ser político:

apesar das notícias podres do Planalto, algo pode ser aprendido com os nobres deputados e senadores.  Alianças e coligações devem fazer parte do seu dia a dia, independentemente do nível ou função.

Em situações de estresse e alta demanda, é o bom relacionamento que muitas vezes fará com que seu pedido seja atendido com prioridade por outro colega de trabalho.

7.Agir e não pensar:

não parar de tempos em tempos para avaliar suas atitudes e comportamentos pode ser um erro fatal.  O dia a dia opressor do mundo corporativo muitas vezes criam feridas, cujas cicatrizes nos deixam mais intolerantes e menos sensíveis.

Pare de vez em quando e converse com seu superior, colegas e subordinados de maneira aberta, solicitando que pontuem sobre suas atitudes e comportamentos.


Apesar da trivialidade dessas sugestões, há profissionais com currículos irretocáveis que não conseguem construir carreiras consistentes, pulando de empresa em empresa.

Há, por outro lado, pessoas simples e com baixa instrução formal, as quais, devido às características mencionadas, tornaram-se essenciais nos locais em que trabalham.

Quantas vezes você já não escolheu o restaurante pelo garçom ou a padaria pelo simpático atendente?

Pense nisto antes de tomar sua próxima atitude.

Sobre o autor: Graduado em Administração de Empresas (USP), Especialista pela EAESP - FGV e Mestre pela Universidade Presbiteriana Mackenzie na Área de Estratégia. Autor de dois livros: Pesquisa de Mercado e Marketing Digital, lançados em 2010 e 2011. Professor Associado no Mackenzie e Professor Tutor na FGV paras as Disciplinas: Planejamento Estratégico, Gestão de Serviços, Marketing Digital, Teorias Contemporâneas, Tópicos Avançados em Administração, Teorias da Organização, Inteligência de Negócios, Tópicos Avançados em Marketing e Pensamento Estratégico.


Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/os-7-erros-mais-comuns-de-um-profissional-mal-sucedido/63965/ (via http://wglucchesi.blogspot.com.br/) e imagem de http://static.portaleducacao.com.br/arquivos/imagens_noticias/12032012195653.JPG


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O RAUL

Texto de Max Gehringer que gostei e compartilho.

Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. 

Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul. 

Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. 

Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. 

Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim. 

Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. 

Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase. 

Deu no que deu. 

O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas. 

No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de "paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino". 

E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo. 

Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. 

Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos. 

E quem era o chefe do Pena? O Raul. 

E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito. 

O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. 

Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava. 

Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito. 

Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. 

Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta. 

E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta. 

O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer. 

Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. 

E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:... 

ELE ENTENDIA DE GENTE! 

Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos. 

E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: "Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo". 

Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. 

Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert e todo pintor comum, um gênio. 

Essa era a principal competência dele. 

"Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes". 


Fonte: http://www.rohlem.com.br/noticias_exibe.php?id=307 via http://wglucchesi.blogspot.com/ e imagem em https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjteXp4OZCjb37YfOoeMOha6wOaNeafAbm-uzSjF93DYWYpp_hHs29GMT2RGxQno3rgHlUfpYSBIw_rtTlAFJOHiaCua0dZ4NWfq37yEmb8mw3ABOV5SdK2u2ftJAuoLeNH_KVIoPdnXRYj/s1600/lider2.jpg