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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O RAUL

Texto de Max Gehringer que gostei e compartilho.

Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. 

Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul. 

Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. 

Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. 

Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim. 

Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. 

Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase. 

Deu no que deu. 

O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas. 

No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de "paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino". 

E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo. 

Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. 

Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos. 

E quem era o chefe do Pena? O Raul. 

E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito. 

O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. 

Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava. 

Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito. 

Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. 

Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta. 

E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta. 

O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer. 

Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. 

E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:... 

ELE ENTENDIA DE GENTE! 

Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos. 

E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: "Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo". 

Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. 

Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert e todo pintor comum, um gênio. 

Essa era a principal competência dele. 

"Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes". 


Fonte: http://www.rohlem.com.br/noticias_exibe.php?id=307 via http://wglucchesi.blogspot.com/ e imagem em https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjteXp4OZCjb37YfOoeMOha6wOaNeafAbm-uzSjF93DYWYpp_hHs29GMT2RGxQno3rgHlUfpYSBIw_rtTlAFJOHiaCua0dZ4NWfq37yEmb8mw3ABOV5SdK2u2ftJAuoLeNH_KVIoPdnXRYj/s1600/lider2.jpg

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ANTES DE DESISTIR

Antes de desistir, pense que somente alcança o sucesso quem insiste, apesar de tudo.

Fred Astaire, o famoso ator que encantou as telas do cinema dançando e fez mais de 40 filmes, ao fazer seu primeiro teste para o cinema, recebeu a resposta de que não sabia atuar. Era careca, e ainda dançava pouco. Em 1950 ganhou um Oscar honorário e em 1970 em Prêmio UNICRIT, concedido no Festival de Berlim em reconhecimento à sua contribuição ao gênero musical.

Ao professor de Enrico Caruso, diziam que ele não tinha voz e não era capaz de cantar. Acreditando nisso, os pais de Enrico queriam que ele fosse engenheiro. Ele não desistiu e se tornou famoso cantor de ópera, admirado até os dias atuais.

Winston Churchill foi reprovado na sexta série. Somente se tornou primeiro ministro da Inglaterra depois dos 60 anos. Sua vida foi cheia de derrotas e fracassos. Mas ele nunca desistiu. Chegou a dizer um dia: “- Eu deixaria a política para sempre, se não fosse a possibilidade de um dia vir a ser Primeiro-Ministro”. Ele conseguiu.

Walt Disney foi despedido pelo editor de um jornal por falta de idéias. Você pode imaginar tal coisa? Antes de construir a Disneylândia, foi à falência diversas vezes. Nunca desanimou.

Rodin era considerado por seu pai como um idiota. Seu tio dizia que ele era um caso perdido. Por três vezes ele foi reprovado na admissão à escola de artes. Descrito como o pior aluno da escola, Rodin não desistiu e deu ao mundo maravilhas da escultura como o pensador, o beijo e filho pródigo.

Assim acontece com todos os que perseguem seus sonhos, não se permitindo desanimar por derrotas ou julgamentos precipitados. Lembre-se você pode ser derrotado, mas não fracassará enquanto continuar tentando.

Logo haverá de descobrir que ainda há muitas tentativas a serem feitas. Há muita gente a ser procurada, muitos dias a serem vividos, e muitas conquistas a serem alcançadas.

Não há limites para quem acredita que pode atingir seus objetivos, e que pode concretizar os seus sonhos e projetos.

Pense nisso e tente outra vez.

E outra mais. Não se deixe abater por críticas, ou experiências mal sucedidas.

Vá em frente. Tente de novo e verá que os seus esforços alcançarão êxito.


Fonte: http://www.textosmotivacionais.com.br/2009/03/04/antes-de-desistir/ via http://wglucchesi.blogspot.com/  e http://wallysou.com/wp-content/uploads/2010/06/desanimo.jpg


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

VOCÊ PODE....


Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria.

Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus.

Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela a falta de gente à sua volta.

Você pode ouvir o seu coração e viver apaixonadamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.

Você pode deixar como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta.

Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.

Você pode amaldiçoar sua sorte ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a vida lhe oferece.

Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.

Você pode escolher o seu destino e, através de ações concretas caminhar firme em direção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer.

Você pode viver o presente que a Vida lhe dá ou ficar preso a um passado que já acabou – e, portanto não há mais nada a fazer -, ou a um futuro que ainda não veio – e que, portanto não lhe permite fazer nada.

Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo das coisas que você é e possui ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria.

Você pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por conseqüência, melhorando tudo que está à sua volta ou esperar que o mundo melhor e para que então você possa melhorar.

Você pode continuar escravo da preguiça ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida.

Você pode aprender o que ainda não sabe ou fingir que já sabe tudo e não precisa aprender mais nada.

Você pode ser feliz com a vida como ela é ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.

A escolha é sua e o importante é que você sempre tem escolha.

Pondere bastante ao se decidir, pois é você que vai carregar sozinho e sempre o peso das escolhas que fizer…



Fonte: http://sucesso.powerminas.com/texto-motivacionalvoce-pode/ via http://wglucchesi.blogspot.com/  com imagem de https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7s3JsCwgBqWTVUdYEF4cY6T9HbYZjppXMWrCg7U1VvkBnn9s5pSphepBjX41yWhJ170ijeZHgJVo9GXUFyw6_HixATOcdTOeF95qTJZgg0VnBUweTLDNWZKKNGbDciK3dPkQo37vxqjFP/s1600/yes_you_can.png




segunda-feira, 11 de abril de 2011

QUEM É O SEU AMANTE ?


"
Amante é "alguém!" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de "ir levando"!..

Muitas pessoas tem um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não tem, e as que tinham e perderam. Geralmente, são essas últimas que vem ao meu consultório, para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc. Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.

Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança. Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.

Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.

Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"?! Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.

Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:"AMANTE" é aquilo que nos "apaixona", é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso "AMANTE " é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso "AMANTE" em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.

Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte,no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto....

Enfim, é "alguém!" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de "ir levando"!..

E o que é "ir levando"?

Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão, de que talvez possamos realizar algo amanhã.

Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista... DA SUA VIDA!

Acredite:

O trágico não é morrer, afinal a morte tem boa memória, e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver... Por isso, e sem mais delongas, procure um amante ...

A psicologia após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:

"PARA ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA".
 

Sobre o autor: JORGE BUCAY - Psicodramatista, escritor argentino e Gestalt-terapeuta nascido em Buenos Aires em 1949 em uma família modesta no bairro da Floresta, ele se formou como médico em 1973 na Universidade de Buenos Aires, especializado em doenças mentais no serviço de ligação do hospital Pirovano, de Buenos Aires e da clínica Santa Mônica. É psicoterapeuta de casais e adultos e atualmente, seu trabalho como ajuda profissional, como ele define, é dividido entre as suas conferências de ensino terapêutico, que emite vários anos viajando pelo mundo, e da divulgação de seus livros em ferramentas terapêuticas do autor.

Fontes: DBM Networking através de Carlos Lemgruber e http://3.bp.blogspot.com/_tR0Bh2k9HMc/TE4-HKhWUII/AAAAAAAAATo/IMoxWvrze5M/s1600/heart.jpg


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

PARA PENSAR


Hoje fiquei sabendo que um conhecido meu (dos tempos de DBM) está passando por um sério problema de saúde. Na esteira da notícia, começaram a chover várias mensagens de pessoas desse círculo de relacionamento, com apoio à ele e sua família. Uma dessas mensagens veio acompanhada de um texto que decidi publicar aqui nesse espaço.

O texto é de autoria de George Denis Patrick Carlin (nascido em Nova Iorque, 12/mai/1937 e falecido em Santa Monica, 22/junho de 2008) que foi humorista, ator e autor norte-americano, pioneiro no humor de crítica social.

George Carlin chegou a participar em vários filmes e séries de TV. Fez dublagem em Carros (2006), atuou em Todo Mundo em Pânico 3 (2003), participou de episódios de Os Simpsons e atuou também em Car Wash, filme de Joel Schumacher (famoso escritor e diretor até os dias atuais), em 1976 sucesso que tinha Richard Pryor como estrela e um novato que quase nem aparece na lista de créditos (no site do IMDb tem que pedir 2 vezes para “mostrar mais resultados” para chegar nele !), chamado, Danny DeVitto.

O texto dele que chamou minha atenção é o seguinte: “O Paradoxo do Nosso Tempo” 



Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. 



Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.



Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. 



Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.



Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.



Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. 



Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.



Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas". 



Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.



Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.





Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.


Fontes: dados: http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Carlin, texto: http://www.pensador.info/autor/George_Carlin/  e imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDmzNhXt1J5zaXiapDWOpoGFj35zKUh1P_EUhuzol-cU_cr_ZEuwMjTsxuEtgvQYwFSrDNtyLsoiljjsEGbtg-mU8DHwHgCKIDV8u6jJ0aeu_3TugTMgM1sJEefds_AkeIGwWk1VeaLh1S/s400/george-carlin1%5B1%5D.jpg