Mostrando postagens com marcador documentário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador documentário. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Mais uma "Super Aula": A Bomba Atômica e a Guerra Fria (Netflix)

 

 
Mais uma vez a NETFLIX acertou em cheio. Esse documentário é um verdadeiro "show"; uma aula, imperdível, especialmente para quem quer conhecer eventos bastante contemporâneos como a construção da BOMBA ATÔMICA, instrumento que foi utilizado como meio para acabar (de maneira absurda!) a Segunda Grande Guerra,a Guerra Fria (que se seguiu após o término da "Grande" Guerra), a queda do Muro de Berlim e assim por diante.

Em Agosto de 2018, escrevi aqui no Blog, sobre um outro documentário imperdível, na mesma NETFLIX. Era A Segunda Guerra em Cores (https://blogdobrands.blogspot.com/2018/08/uma-aula-de-historia-como-nunca-tinha.html) e nele, com imagens históricas, é apresentado o que foi o maior evento do Século XX, com detalhes que eu nunca tinha visto (e olha que tive o privilégio de ter uma educação de primeiríssima!). Fiquei encantado. Quisera ter conhecido tudo isso em meu tempo de estudante.

Agora, a plataforma apresenta, de novo em grandes detalhes e investigação da história, tudo que aconteceu em termos de conflito de âmbito mundial, após a Guerra. Muito bem detalhado, apresentado com imagens históricas e grande profundidade. Ele começa, ainda durante a Guerra, com o desenvolvimento da Bomba e as consequências (nefastas!) do uso desse artefato.

Foi determinante para o final do conflito, no Japão, mas chocou o mundo! Custou a vida de milhares de vítimas inocentes. Seus alvos não foram militares, mas cidades repletas de civis.


Nada parecido com isso, até então, tinha sido concebido; e/ou usado. 

E depois? E como fica o Day After ?

A série vai apresentando, como os próprios governantes, possuidores da Bomba, passaram a temer por seu uso, especialmente, por um uso "errado". Criaram um monstro, literalmente e depois ficaram com medo. A Bomba jogada no Japão virou "coisa pequena" quando a Bomba de Hidrogênio foi criada. Se estavam assustados, ficaram mais ainda. Um absurdo em termos de risco para a humanidade.

Pois é. Aquilo que foi criado para ser uma "defesa de uma nação", se tornou algo tão sério, tão grande e tão ameaçador que a humanidade passou a correr risco. Um absurdo!

A Série evolui cobrindo e trazendo detalhes, até então desconhecidos (pelo menos por mim) como a queda do muro de Berlim. O maior símbolo do fim da Guerra Fria foi um "acidente" do acaso. Havia uma situação política que permitia algo tão impensável, mas o ato em sí, foi um "acidente". Uma coletiva de imprensa, na antiga Alemanha Oriental, mal conduzida por um membro do Governo que não desejava  aumentar a liberdade de seus cidadãos e, muito menos acabar com o muro que simbolizava a divisão entre os blocos Comunista e Capitalista, levou a um mal entendido que permitiu o fato. Incrível!

A Série aprofunda a revolução Russa com o fim da União Soviética, a importância de personalidades como Mikhail Gorbatchov (desde quando ele aparece, ajuda a mudar o cenário mundial pensando no melhor para seu povo!), ganhador do Nobel da Paz, Ronald Reagan, George W. Bush, Bill Clinton, Boris Yeltsin e, calaro, Vladimir Putin. É muita informação bacana.

São 8 episódios e todos eles, sempre, começam com cenas ultrajantes da absurda guerra na Ucrânia. Impensável um déspota, megalomaníco que dirige um país, se achar no direito de invadir outro. As cenas são muito tristes, pois mostram uma assustadora realidade.

Enfm, assim como a série da Segunda Guerra, essa eu super recomendo. Vale muito a pena!




Fontes: https://www.imdb.com/title/tt26227818/mediaviewer/rm646661633/?ref_=tt_ov_i e https://nerdinterior.com.br/documentario/review-ponto-de-virada-a-bomba-e-a-guerra-fria-netflix/

domingo, 20 de fevereiro de 2022

TRISTE, CHOCANTE, REPULSIVO


Como amante da aviação, desde pequeno, me encanto com as aeronaves no ar. Não passa uma única que não chame minha atenção e me faça parar o que estou fazendo e admira-la.

Se estou numa região de rota ou próximo de um aeroporto, perco o foco para tentar achar alguma próxima e admira-la. É assim que sou em relação à essas máquinas maravilhosas.

Por isso, os acidentes aéreos com fatalidade me emocionam muito. Acho muito triste saber que pessoas se foram, famílias perderam alguém, corações ficaram manchados para sempre por aqueles que nunca chegaram a seu destino. E, pior, de uma maneira completamente alheia à qualquer chance. São apenas, como diz a própria palavra, "passageiros" nessa jornada infeliz.

De outro lado, como administrador, ex executivo em empresas multi nacionais e atento ao universo corporativo, entendo muito bem a dinâmica da ganância, da "ferocidade dos negócios" que busca o lucro acima de tudo. Custe o que custar.

Mesmo que sejam vidas humanas.

Um absurdo, uma tristeza. Chocante, como escrevi no título desse post.

A Netflix lançou, semana passada, o documentário DOWNFALL, THE CASE AGAINST BOEING.

Aqui você confere o trailer:


O Boeing 737 é quase o "Gol" dos aviões (comparando com o carro mais vendido, por décadas aqui no Brasil). Uma reportagem publicada pela CNN em janeiro de 2022, em seu canal CNN Travel, aponta que o 737 é o modelo mais vendido da história, para a aviação comercial. Um mega sucesso com quase 11.000 unidades vendidas !

Tendo feito meu primeiro vôo num 737 (modelo 100, PP-SMP da VASP), sempre admirei a empresa e suas máquinas voadoras, mas esse documentário é um soco no estomago e precisa ser forte para ve-lo até o final. Não estou exagerando não !

Quem acompanha notícias, em geral (nem precisa ser da editoria de aviação) acompanhou o absurdo que foi ver TODA A FROTA MUNDIAL de Boeing 737 MAX, forçada a ficar em solo por quase 2 (dois !) anos, depois de 2 acidentes em curtíssimo espaço de tempo. A razão disso, um novo sistema introduzido na versão MAX, o MCAS.

O MCAS deveria ser um sistema para ajudar a pilotagem da aeronave, mas, na verdade, como se vê no documentário,  se mostrou uma arapuca que levou à perda de mais de 300 vidas nesses dois acidentes.

O documentário é muito rico e detalhado, com informações muito bem trabalhadas, vários fatos demonstrados com cuidado e precisão. As animações feitas também são bem precisas e ajudam a mostrar o que se pretende pela direção do programa. Além disso, aprofundam como a empresa chegou nesse modelo, a pressa em seu desenvolvimento e a necessidade de lança-lo ao menor custo e o mais rápido possível.

É, no entanto, de dar nojo a história. Como se chegou ao ponto do que aconteceu, é, no mínimo vergonhoso para uma empresa; qualquer empresa. A manipulação de dados, de fatos, de acontecimentos, em nome do "lucro a qualquer custo" é muito, muito triste. E absurda.

Pior ainda é ver que, no final das contas, tudo, mesmo sendo nos Estados Unidos,  acaba em pizza. Pois é. Absurdo.

Dirigentes, mesmo sendo "obrigados" a se aposentar, levam boladas de bônus e compensações para casa e a empresa fica livre com uma multa que, mesmo sendo de um valor considerável, não é nada demais para quem fatura como ela.

Como disse, dá nojo ver esse tipo de situação acontecendo.

Nunca gostei desse tipo de abordagem empresarial e vendo exemplos como esse, gosto menos ainda !

O programa vale como lição de Gerenciamento de Crise (ao contrário, bem entendido !), de Relações Públicas e aprofunda conhecimento no caso em si. Recomendo totalmente.



Fontes: https://edition.cnn.com/travel/article/world-best-selling-airplanes/index.html#:~:text=1.,Cessna%20172&text=While%20the%20737%20and%20A320,reported%20to%20have%20been%20built., https://www.aeroflap.com.br/netflix-lancara-neste-mes-documentario-sobre-problemas-do-boeing-737-max/, 

terça-feira, 6 de abril de 2021

SÉRIE e DOCUMENTÁRIO QUE AGREGAM CULTURA

Hoje, venho, novamente, sugerir uma série e um documentário que assisti recentemente e, para mim, foram agregadores de cultura. É isso que busco quando decido ver um documentário: aumentar minha cultura.

Vamos começar com a SÉRIE.



Na lista da NETFLIX está a aclamadíssima série THE CROWN que conta, em 4 temporadas, a história da Família Real do Reino Unido, os Windsor.

Essa série conta com 4 temporadas e trata-se de uma OBRA DE FICÇÃO. Dou esse destaque pois é tanta semelhança com a história real, que o Palácio de Buckingham, recentemente, se manifestou “exigindo” que isso ficasse claro quando se fala dela. Daí você consegue ter uma dimensão de como a série é.

A estória foi escrita com base em fatos e acontecimentos verdadeiros. É claro que há uma “licença criativa” por trás, mas embasada em história. Por essa razão, seu criador, determinou um lapso de tempo de, pelo menos 20 anos, entre a realidade e a série. Ou seja, não espere ver, na série, qualquer ligação de membros da família real com pedófilos americanos presos e condenados. Isso é muito recente para estar na série.

A série vem ganhando muitos prêmios e é uma das mais importantes no catálogo da Netflix.

Para envelhecer os atores e atrizes, a produção optou por troca-los da 2ª para a 3ª temporada. Ou seja, ao invés de envelhecer os mesmos atores com truques de maquiagem, novos artistas entram em cena e, acredite, melhoram ainda mais a série. Tanto é que as avaliações em sites especializados é maior para a 3ª e 4ª temporada do que para as duas primeiras. E, vários artistas dessas temporadas ganharam prêmios de melhor ator/atriz e coadjuvantes respectivos.

Agora falemos do DOCUMENTÁRIO.

Documentários que me encantaram por apresentar detalhes históricos já foram assunto de outras postagens. Em 9 de agosto de 2018, publiquei um texto sobre o documentário (também da Netflix) sobre a colorização de eventos da 2ª Guerra Mundial (https://blogdobrands.blogspot.com/2018/08/uma-aula-de-historia-como-nunca-tinha.html). Um show ! Aprendi um monte de coisa com ela.

Dessa vez venho apresentar o documentário THE ROYAL HOUSE OF WINDSOR.

Lançado em 2017, disponível na Netflix, esse é um documentário que apresenta uma visão histórica da família que virou WINDSOR. Sim, “virou” WINDSOR se apoderando do nome do famoso Castelo que à eles pertence.

De curiosidade, se estiver voando para Londres (aeroporto de Heathrow), dependendo da pista de pouso e da sua posição dentro da aeronave, dá para ver esse Castelo. É uma visão bem marcante !


No meu caso, tinha assistido a THE CROWN temporadas 1, 2 e 3 e fui ver esse. Foi perfeito ver a realidade de tudo que eu tinha visto na série. Dessa forma, dá-se ainda mais valor à série. É a forma como eu recomendo.

Assista Temporadas 1, 2 e 3 do THE CROWN e, depois, 

THE ROYAL HOUSE OF WINDSOR.

Tudo começa com George V que, aprendi com esse documentário, era primo do Czar Nicolau I da Rússia. Olha só !

Lembro de ter estudado sobre o Czar da Rússia, mas nunca tinha feito essa ligação!

De origem alemã e com nome familiar alemão, esse Rei George começou a perceber que a dinastia só se manteria se ele abandonasse seu nome de família. Os tempos eram o da 1ª Guerra Mundial e já começava a haver certa rejeição à tudo que fizesse relação com a Alemanha. Por essa razão, houve a troca de nome. Curioso, não ?

Confesso que nunca tinha ouvido falar nisso.

Bom, essas são minhas sugestões de hoje e espero que gostem.

 


 

Fontes: https://dublagem.fandom.com/wiki/The_Crown , https://www.imdb.com/title/tt6596634/ , https://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_de_Windsor , https://www.canallondres.tv/castelo-de-windsor-900-anos-de-historia/

segunda-feira, 29 de março de 2021

NÃO COMA PEIXE !!!!

Não, não se trata de uma campanha para comer mais carne ou virar vegano. Nada disso !

Mas é bem sério o que me leva a publicar esse texto hoje.

As questões de conservação do planeta são algo que considero muito sérias e venho tendo interesse desde que “fui apresentado” ao conceito da Pegada Ecológica (assunto de uma postagem minha em  19/jan/2010 - https://blogdobrands.blogspot.com/2010/01/pequenas-atitudes-grandes-beneficios.html). Depois disso, por conta dos filmes indicados ao Oscar em 2010, publiquei um texto sobre o Documentário THE COVE (https://blogdobrands.blogspot.com/2010/03/importante-documentario.html em 19/mar/2010). Esse tratava da matança, sem sentido, de golfinhos, entre outros animais.

Agora venho comentar e sugerir, veementemente, que assistam ao documentário da Netflix, que acaba de ser lançado: SEASPIRACY. É realmente bem novo, pois foi lançado dia 24 de março, semana passada. Em Português, o documentário recebeu o nome de MAR VERMELHO.

Filmado na Australia, Canada, Alemanha, Espanha, França, Reino Unido, India, Italia, México e Estados Unidos, o documentário aborda as mazelas da pesca (industrial) oceânica. Algumas passagens são feitas nas mesmas locações do THE COVE que já citei, mas dessa vez vai muito além.

Muitos “conservacionistas” atuais, aqueles que embarcam em modismos passageiros, se deixaram influenciar pelos movimentos para banir os canudos de plástico do mundo. Todos impressionados com imagens das (coitadinhas) tartarugas com canudos enfiados em seus narizes.

Sim, elas sofrem, assim como muitos outros animais marinhos, com a poluição de plástico nos oceanos; mas, o que pouca gente sabe (eu entre eles até ver esse documentário) é que esse tipo de lixo representa 0,03% do plástico nos Oceanos.

Você leu certo. Todo esse movimento mundial por algo que representa 0,03% do lixo plástico nos Oceanos !

Pois é. Absurdo ? Muito !

Mais da metade do lixo plástico nos oceanos vem de redes de pesca utilizadas na pesca comercial.

Esse é apenas 1, dos vários pontos apresentados. Selos de Garantia de Procedência que não garantem nada, toneladas e mais toneladas de animais pescados “sem querer” que dizimam os mares e são retornados mortos para as águas, mão de obra escrava utilizada na pesca e assim por diante.

Esse é um daqueles documentários eletrizantes em que os autores correram (sérios) riscos de vida, se viram ameaçados por Policiais e Mafiosos e se envolveram em ações militares à bordo do SEA SHEPHERD (também mencionado em uma postagem que fiz em 22/fev/2011 - https://blogdobrands.blogspot.com/2011/02/finalmente-algumas-baleias-salvas.html ).

Minhas conclusões e pensamentos depois de ver esse filme: 

1) não devemos comer peixe, pelo bem dos peixes (e, em certa instância, nosso próprio bem)

2) devemos (e podemos,  e existem) buscar alternativas para alimentos marinhos que sejam substitutos (plantas, em sua maioria); 

3) precisamos ter um olhar mais cuidadoso com nosso Planeta (desde o olhar sobre a “Pegada” isso já era vísivel), considerando todo o composto que envolve as questões de conservação das espécias, todas as espécies; e 

4) devemos respeitar os animais pois, sim, eles sentem dor, medo e sofrem.

Mas, é claro, cada um terá suas próprias conclusões, apenas precisa ver e conhecer essa realidade.

Assistam.

Espero que gostem !

Antes de terminar, vale comentar que toda história também tem o "outro lado". Pelo que parece, nesse caso, todas as tentativas de dar ouvidos ao "outro lado", foram caladas e isso sempre me assusta pois, como diz o ditado, "quem cala, consente".

Trailer oficial:




 



Fontes: file:///C:/Users/cassi/Downloads/seaspiracy.webp , https://wavelengthmag.com/5-things-we-learned-from-netflix-documentary-seaspiracy/ , https://www.imdb.com/title/tt14152756/https://www.imdb.com/title/tt14152756/mediaviewer/rm399362305/  


terça-feira, 21 de agosto de 2018

ÍCARUS – A SUJEIRA NO ESPORTE DOCUMENTADA AO EXTREMO



Mais uma dica de documentário disponível na Netflix: ÍCARO (ICARUS). Trata-se de uma produção da própria Netflix, ganhadora de vários prêmios. O trabalho investigativo do ex ciclista Bryan Fogel é muito bacana e super atual.

Acho que todo mundo se lembra do banimento da Rússia dos eventos esportivos de nível mundial, como os Jogos Olímpicos, que aconteceu há poucos anos atrás. Isso levou a uma enorme discussão, antes da Olimpíada do Rio em 2016, na qual os atletas daquele país, competiriam sob bandeira do Comitê Olímpico Internacional. Pois bem, essa confusão toda foi causada por conta de evidências de uso de substâncias ilícitas para aumentar o desempenho de atletas de alto nível.

O doping não é novo no esporte e, aqui mesmo nesse blog, já comentei (com tristeza) a queda de um ídolo, Lance Armstrong que sobreviveu durante vários anos, escondendo e se esquivando de testes e mais testes. Finalmente, um dia, como diz o ditado, a “casa caiu”.

Esse documentário nasce justamente desse fato. O ciclista que encabeça a produção, Bryan Fogel, inconformado com o caso Lance Armstrong, decide entrar para um programa de dopagem “supervisionada” a fim de “enganar o sistema”. Logo de cara ele descobre o químico russo Grigory Rodchenkov, figura carismática (com jeitão de bom sujeito), ex diretor do laboratório credenciado pela WADA (Agência Mundial Antidoping) em Moscou para monitoramento e controle da lisura do organismo dos atletas Russos. Em termos de controle de doping no esporte Russo, Grigory era a pessoa de mais alto nível no sistema. O número 1 mesmo.

O documentário vira um tipo de “delação premiada” desse profissional, que apresenta e detalha como funcionava a “máquina” supostamente imposta pelo governo daquele país. O detalhamento é impressionante. E vido de uma "alta patente" como ele, bastante crível.

Ao longo dessa produção, correndo risco de vida, Grigory foge para os Estados Unidos, onde acaba exilado e colaborando com as autoridades. Através do trabalho dessas autoridades é que se atinge o ponto de banimento da Rússia das competições internacionais. A sujeira era tão grande, tão espalhada pelos atletas e tão bem camuflada, que não teve outra saída a não ser esse banimento.

Para quem gosta de esporte, vale muito a pena assistir pois escancara uma coisa, na minha opinião, nojenta. A trapaça !

Como atleta que fui, numa época de “sonhador”, acreditando na lisura do esporte amador e na máxima do criador dos Jogos Modernos, Barão Pierre de Coubertain (“O importante é competir”), ver essas artimanhas (como a história do próprio Lance Armstrong, um ídolo e simbolo máximo de um esporte que pratiquei até poucos anos atrás) é muito triste e dá uma sensação de falta de esperança. Tanta gente, no nível amador, see mata de treinar para ir a um evento de nível mundial e ser passado para trás por pessoas sem caráter, trapaceiros.

Fica a dica de um excelente documentário.



quinta-feira, 9 de agosto de 2018

UMA AULA DE HISTÓRIA COMO NUNCA TINHA VISTO



Já escrevi no passado que uma das melhores descobertas que fiz foi o Netflix. Além de muitos filmes e séries, claro, de entretenimento, o que tem atraído muito a minha atenção são as séries. Hoje, falarei especialmente de uma que me encantou: LA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL A TODO COLOR.

Sempre me interessei, por alguma razão desconhecida, pela 2ª Grande Guerra (até para nomear a minha empresa de Consultoria, OVERLORD, me inspirei no evento) e por isso fui conferir. O trabalho é simplesmente F*A*N*T*Á*S*T*I*C*O !
Não tenho outra palavra.
Trata-se de uma coletânea de quase 12 horas de filmes que foram colorizados digitalmente. Eles foram montados em 11 ou 12 capítulos de quase 1 hora cada um, contando toda a história do conflito.
Tenho a sorte de ter estudado em um grande colégio particular, com uma educação muito forte. Depois fiz cursinho voltado para o vestibular de administração de empresas, onde história tinha um peso muito forte e por isso tudo, muito desse conflito eu já conhecia. Através de várias leituras sobre o tema, enriqueci mais ainda meu conhecimento no assunto; mas, nada se compara à essa série !
A produção vai além de contar os fatos, pois através de extensa pesquisa, amplia isso com uma análise e demonstração das estratégias usadas (especialmente dos Alemães na expansão que tentaram).
Confesso que haviam coisas que nunca tinha entendido direito, ou tinha entendido de maneira enviesada, como, por exemplo, a entrada dos Japoneses na Guerra. OK, sei e todo mundo sabe que foi depois do ataque à Pearl Harbor no Havaí, mas porque fizeram isso ? “Assim do nada” decidiram ?
Não. Havia uma estratégia deles e já vinham causando um monte de problema numa enorme região do Oriente. Avançar sobre o Havaí fazia todo sentido.
A razão por trás dos Kamikazes Japoneses também nunca tinha ficado claro. Agora está.
A mesma coisa com a divisão da Europa com os Russos.
Pode ser que tenha sido falha minha ao assistir tantas aulas sobre o tema, mas não lembro de ter entendido o conflito de uma maneira “tão fácil”; e gostosa.
Com alguns amigos cheguei a comentar que acho que essa série deveria ser matéria de escola. Deveria ser obrigatório aos alunos assistirem para conhecer esse evento tão marcante.
São várias as séries que gosto no Netflix e até já comentei sobre algumas (posteriormente escrevo sobre outras), mas essa me impressionou. Vale muito a pena !
Confiram.



sexta-feira, 19 de março de 2010

IMPORTANTE DOCUMENTÁRIO


















No Oscar desse ano, o filme que ganhou na categoria "Documentário" foi The Cove.

Uma excelente descrição do filme está no blog http://wethebeggars.blogspot.com/2010/03/cove.html . O autor desse blog escreve:

The Cove (A Angra, em tradução literal) é um filme extremamente forte. Apresentando uma situação que muitas pessoas nunca tinham ouvido falar. Ele impressiona, choca e emociona o espectador.

O filme documenta a história de Rick O’Barry, ativista que começou a sua carreira como o treinador dos golfinhos utilizados no programa de televisão Flipper. Após a morte do golfinho, devido à uma depressão causada pela vida em cativeiro, o treinador decidiu desmascarar os abusos feitos aos cetáceos que vivem em cativeiro e, também, parte em uma missão para  derrubar as indústrias que massacram milhares desses animais por ano.

Não sou "ativista de carteirinha", mas de todas as causas mundiais, uma das que mais chamam minha atenção é contra a pesca de baleias, tão ferozmente defendida pelo Japão. Sinceramente não consigo entender como um povo e uma cultura tão ricos e respeitáveis, seguem defendendo algo indefensável .

Segue o autor daquele blog: The Cove foca no que acontece em Aijira, uma pequena cidade no Japão, onde a indústria pesqueira de golfinhos pratica atrocidades e, aproveita a alienação da população, para ganhar muito dinheiro de modo anti-ético. O filme levanta informações sobre o mercado de pesca no mundo e para onde estamos indo com esse consumo desenfreado, além de mostrar, também, os riscos do consumo de carnes contaminadas com níveis alarmantes de mercúrio, outro fato que foge do conehcimento da população.

A forma como esse documentário foi feito lembra (pelo menos para mim) um pouco de Fahrenheit 9/11 de Michael Moore e também o An Inconvenient Truth de Al Gore. Há cenas documentadas de ações típicas de filme de espionagem, invasões de áreas probibidas, situações de "quase prisão", perseguições, ameaças, etc. Tudo isso está no filme.

Como finalizou o autor do blog que citei:  Isso é jornalismo investigativo em sua melhor forma.

Devemos fazer essa mensagem atingir o maior número de pessoas no mundo e com isso ajudar a conscientização geral.

Parece que o filme não tem nem previsão de estrear no Brasil e por isso deve ser visto na web mesmo. No link http://www.megavideo.com/?v=0YSHMRF0 é possível assitir o filme. O site funciona como o YouTube (streaming video). Espero que gostem e ajudem a divulgar a causa. Abs...