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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

MERCEARIA PARAOPEBA - UM CASE DE VAREJO


Segundo o portal Itabirito Cultural (http://www.itabiritocultural.com.br/site/itabirito.php), o município de Itabirito está localizado na Região Metalúrgica de Minas Gerais, a 55 km de Belo Horizonte e a 45 km de Ouro Preto. É cortado pela Rodovia dos Inconfidentes e ladeado por importantes municípios do Circuito do Ouro, como Nova Lima, Mariana, Santa Bárbara, Catas Altas, Barão de Cocais, Ouro Branco e Congonhas.

Fundado em 1706, segundo o historiador Augusto de Lima Junior, o lugarejo (que já foi um distrito de Vila Rica) teve vários nomes, como Itaubyra do Rio de Janeiro e Itabira do Campo, até chegar à atual nomenclatura, obtida em 1923, quando teve sua emancipação política. Em 2009, Itabirito tinha aproximadamente 45 mil habitantes, espalhados pela sede e por seus três distritos: Acuruí, São Gonçalo do Bação e São Gonçalo do Monte.

Sua economia está atrelada à mineração, desde o ciclo do ouro ao minério de ferro. Mas também contribuiu sobremaneira para o desenvolvimento industrial de Minas Gerais, sendo inclusive o berço da siderurgia nacional.

Há, no município, edifícios históricos que atestam a passagem do tempo. Altares barrocos, construções coloniais, prédios neoclássicos e influências do modernismo. Acompanhando este ecletismo, desenvolveu-se um povo com propensões artísticas, em especial na área musical. Mas há também representantes de outras categorias artísticas, como a pintura, as artes cênicas, fotografia, artesanato, entre outras atividades.

É a terra de importantes personalidades, como o técnico de futebol Telê Santana, homenageado com uma estátua em uma de suas praças principais. Por aqui também viveu Anna Amélia Queiroz Carneiro de Mendonça, a poetisa da “alma de cristal”. O economista Claudio Moura Castro, articulista da revista Veja e um dos mais importantes nomes da educação brasileira, sempre é visto na cidade onde passou a infância.

O grande diferencial deste município é o caráter empreendedor de seus habitantes, que conheceram desde os primórdios a importância do associativismo para a melhoria da qualidade de vida do seu povo.

Foi a população que construiu, por exemplo, o hospital, a creche, o asilo e outros edifícios fundamentais para o seu cotidiano.

Mas você deve estar se perguntando porquê de tudo isso. Porquê nesse blog que tem outros interesses.

A resposta é simples: varejo.

Recentemente tomei conhecimento de um case muito interessante envolvendo a MERCEARIA PARAOPEBA. Trata-se de um ponto de venda, bastante antigo, que vem passado de geração para geração. A Mercearia é um case tão diferenciado que o diretor de cinema Rusty Marcellini* escreveu em seu blog**:

“Durante a escrita de meu primeiro livro, Caminhos do Sabor - Estrada Real, uma das histórias mais encantadoras que descobri foi a da Mercearia Paraopeba, em Itabirito, MG.

Através de Seu Juca e Roninho, pai e filho, percebi que este armazém não é apenas um lugar que vende produtos diferenciados, mas também um exemplo de como viver em comunidade.

Quando meu amigo Pepe me fez a proposta de fazer um vídeo sobre uma das histórias de meus livros, imediatamente escolhi a da Mercearia Paraopeba.”

O vídeo vale a pena ser visto. São 7 minutos e pouco de uma aula, muito interessante, sobre gestão de varejo. Note que esse case apresenta conceitos de :

-        Definição de Mix de Produtos
-        CRM e Programa de Relacionamento
-        Responsabilidade Social
-        Sucessão familiar

De todos esses conceitos, sem dúvida, os dois últimos são os que mais me encantaram.

Em uma época de grandes grupos varejistas brigando para conquistar novos clientes e sem saber ao certo como manter os atuais, um exemplo como esse deveria ser estudado mais de perto !

Aproveitem....





*profissional formado em cinema e em roteiro pela Minneapolis Community and Technical College, E.U.A. / Autor e fotógrafo da série de livros Caminhos do Sabor (ed. Autêntica) / Colunista de gastronomia do jornal O Tempo, Belo Horizonte / Autor e fotógrafo do site Brasil Sabor -www.brasilsabor.com.br)- Consultor gastronômico e Comentarista de gastronomia da rádio CBN/BH.

**http://rustymarcellini.blogspot.com/2009/07/um-armazem-das-antigas.html

Fonte do video: http://www.youtube.com/watch?v=aUiWgtIGJwU 

sexta-feira, 19 de março de 2010

IMPORTANTE DOCUMENTÁRIO


















No Oscar desse ano, o filme que ganhou na categoria "Documentário" foi The Cove.

Uma excelente descrição do filme está no blog http://wethebeggars.blogspot.com/2010/03/cove.html . O autor desse blog escreve:

The Cove (A Angra, em tradução literal) é um filme extremamente forte. Apresentando uma situação que muitas pessoas nunca tinham ouvido falar. Ele impressiona, choca e emociona o espectador.

O filme documenta a história de Rick O’Barry, ativista que começou a sua carreira como o treinador dos golfinhos utilizados no programa de televisão Flipper. Após a morte do golfinho, devido à uma depressão causada pela vida em cativeiro, o treinador decidiu desmascarar os abusos feitos aos cetáceos que vivem em cativeiro e, também, parte em uma missão para  derrubar as indústrias que massacram milhares desses animais por ano.

Não sou "ativista de carteirinha", mas de todas as causas mundiais, uma das que mais chamam minha atenção é contra a pesca de baleias, tão ferozmente defendida pelo Japão. Sinceramente não consigo entender como um povo e uma cultura tão ricos e respeitáveis, seguem defendendo algo indefensável .

Segue o autor daquele blog: The Cove foca no que acontece em Aijira, uma pequena cidade no Japão, onde a indústria pesqueira de golfinhos pratica atrocidades e, aproveita a alienação da população, para ganhar muito dinheiro de modo anti-ético. O filme levanta informações sobre o mercado de pesca no mundo e para onde estamos indo com esse consumo desenfreado, além de mostrar, também, os riscos do consumo de carnes contaminadas com níveis alarmantes de mercúrio, outro fato que foge do conehcimento da população.

A forma como esse documentário foi feito lembra (pelo menos para mim) um pouco de Fahrenheit 9/11 de Michael Moore e também o An Inconvenient Truth de Al Gore. Há cenas documentadas de ações típicas de filme de espionagem, invasões de áreas probibidas, situações de "quase prisão", perseguições, ameaças, etc. Tudo isso está no filme.

Como finalizou o autor do blog que citei:  Isso é jornalismo investigativo em sua melhor forma.

Devemos fazer essa mensagem atingir o maior número de pessoas no mundo e com isso ajudar a conscientização geral.

Parece que o filme não tem nem previsão de estrear no Brasil e por isso deve ser visto na web mesmo. No link http://www.megavideo.com/?v=0YSHMRF0 é possível assitir o filme. O site funciona como o YouTube (streaming video). Espero que gostem e ajudem a divulgar a causa. Abs...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

PEQUENAS ATITUDES, GRANDES BENEFÍCIOS




Semana passada estava conversando sobre aspectos relacionados à sustentabilidade, esse nome complicado, que tem sido usado mais e mais. Para quem assistiu o filme do ex-Vice Presidente Americano (Al Gore – Uma Verdade Inconveniente), viu o tamanho do problema que estamos todos criando. Por mais insensível que seja uma pessoa aos aspectos relacionados ao Planeta, não dá para ignorar o problema. Ele existe, é presente e muito sério. Para quem tem filho, entende o amor e o carinho especial que temos para com eles e o tanto que queremos que tudo dê certo; mas como será a vida dos filhos deles ? Ou dos filhos dos filhos deles ? 
Particularmente me preocupo. 
Não sou um daqueles “xiitas” da ecologia, mas sou inteligente o suficiente para enxergar o problema e me preocupar. Há tantas coisas bonitas nesse nosso planeta que não vale a pena o egoísmo de destrui-lo para as próximas gerações. 
Um indicador bastante interessante é o que se consegue no site www.myfootprint.org . 
Uma ONG que criou um questionário de 27 perguntas e consegue medir o quanto você está consumindo do planeta; só para sustentar o seu estilo de vida. Muito interessante. Convido todos a fazerem. 
De meu lado, uma medida (muito simples) concreta que adotei há algum tempo são as sacolas ecológicas dos supermercados (as do Carrefour são melhores que as do Pão de Açúcar, pois são bem resistentes e maiores !). Ao adota-las ganhei duplamente. Como sou eu mesmo que tenho que descarregar o carro quando volto das compras, antes, tinha dezenas de sacolas para tirar (já reparou a capacidade que os empacotadores tem de, às vezes, colocar 1 ou 2 coisas em cada sacola ?!) e agora, com 5 ou 6 resolvo toda a minha compra semanal. 
Uma pequena atitude que acaba gerando grandes benefícios. Abraços,